Não sou eu!!!
Quarta-feira, Fevereiro 3rd, 2010Depoimento chocante de um viciado em jogos online (sim-city, the sims, RF online, dentre outros):
Depoimento chocante de um viciado em jogos online (sim-city, the sims, RF online, dentre outros):

(O que é que eu vou jogar agora???)
Via G1
O Ministério Público do Rio Grande do Sul anunciou nesta terça (8) que o jogo de videogame “Bully” está proibido no estado. A empresa JPF Magazine está proibida de importar, distribuir e comercializar o produto.
A decisão judicial determina que sites e lojas suspendam a comercialização e as propagandas do jogo em um prazo de 30 dias. Paulo Roberto de Rugiero, da JPF Magazine, diz que a empresa vai acatar a decisão. Ele diz que à época do lançamento de “Bully”, em 2006, outras empresas brasileiras também importaram o jogo.
Segundo o comunicado do Ministério Público, o jogo foi proibido por retratar “fundamentalmente, situações ditadas pela violência, provocação, corrupção, humilhação e professores inescrupulosos, nocivo à formação de crianças e adolescentes e ao público em geral”.
Lançado para o PlayStation 2 em 2006, “Bully” ganhou uma nova versão para Xbox 360 e Wii em 2008. O comunicado do Ministério Público não informa se a nova versão, “Bully – Scolarship Edition”, se enquadra na decisão estadual.
O jogo, criado pela Rockstar Games, mesma produtora da série “Grand theft auto”, narra a história de Jimmy Hopkins em uma escola fictícia norte-americana. Além de se virar para “sobreviver” entre valentões e professores autoritários, o jogador também enfrenta provas de inglês e química para passar de ano.

Via Reuters:
O escritor de histórias de horror Stephen King criticou os planos de um Estado norte-americano para proibir os videogames violentos, declarando que a medida seria antidemocrática e que cabe aos pais monitorar o entretenimento de seus filhos. King, em uma coluna sobre cultura pop que ele escreve para a Entertainment Weekly, disse não ser fã de videogames, mas se declarou indignado ao ouvir falar de um projeto de lei do Estado de Massachusetts que proibiria a venda de videogames violentos para pessoas com menos de 18 anos.
“O que me deixa furioso é que políticos decidam assumir o papel de pais substitutos. Os resultados disso são usualmente desastrosos, além de antidemocráticos”, escreveu King.
A decisão surge em meio ao debate corrente nos EUA, Austrália e Reino Unido sobre a proibição de videogames violentos. As autoridades britânicas e irlandesas no ano passado proibiram o jogo “Manhunt 2″, no qual um paciente escapa de um asilo para pessoas com problemas mentais e sai em uma matança descontrolada.
Não há informações definitivas sobre uma relação causal entre videogames agressivos e comportamento violento.
King, autor de histórias como “O Iluminado” e “Carrie, a Estranha”, que foram transformadas em filmes de horror em Hollywood, afirmou que lhe parece que os jogos apenas refletem a violência que já existe na sociedade.
“O que me deixa realmente incomodado é a avidez dos políticos em fazer da cultura pop o objeto de sua reprovação. É fácil para eles, e até mesmo divertido, porque a cultura pop é sempre ruidosa. E isso também permite que os legisladores ignorem os elefantes na sala”, ele afirmou.
King apontou que já existe um sistema de classificação etária para videogames e que proibi-los era inútil porque os jovens sempre encontrariam maneiras de obtê-los, caso desejassem.
Ele argumentou que a crescente disparidade entre os privilegiados e os excluídos, nos EUA, e as leis do país quanto à posse de armas contribuem mais que os videogames para o comportamento violento.
O escritor afirmou que era fácil para os críticos dos videogames alegar – falsamente, como ficou provado mais tarde – que Cho Seung-Hui, o autor dos assassinatos múltiplos na Virginia Tech, era fã do videogame “Counter-Strike”.
“Se ele tivesse só uma arma de plástico do videogame, não teria conseguido nem se matar”, escreveu King.